De passagem enxergo que assombra a paisagem
São restos de vida
Que incomodam o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes pessoas
Às vezes sinais
Ou pistas deixadas
Por alguém que se foi e não vou conhecer
Ou pessoas que o tempo já me fez esquecer
Ou passagens que eu quero ver esquecidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Tantos restos de vida deixados nos cantos
Assombrando a paisagem
Desviando o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes mensagens
São coisas usadas
São vidas usadas
Por alguém que passou e jogou por querer
Ou alguém que perdeu e se foi sem saber
Se esgueirando nas ruas nem parecem mais vidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Esperando a morte
Pra curar suas feridas
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Tuesday, February 24, 2015
Sunday, January 11, 2015
Aos que conhecem a revolução
Escrevo cartas para um tempo futuro
para os que viveram a Revolução
para os que viveram a Revolução
Eles não conhecem a vida de ouvir dizer
Eles têm o mundo inteiro, e sabem o que fazer com ele!
Não lhes peço armas - lhes peço razões
Não invento frases - escrevo sentimentos
Não uso a energia que resta
pra proteger castelos de areiaApenas escrevo e envio minhas cartas aos que conhecem a Revolução!
Eles não conhecem o medo de ouvir dizer
Eles têm coragem, e sabem o que fazer com ela!
Coragem de sair pela manhã
Encontrar o sol de um novo dia
E entender o canto dos que nos chamam do amanhã
Por isso envio cartas ao amanhã
pra esses que de fato conhecem a Revolução
Eles não conhecem os fatos de ouvir dizer
Eles têm o silêncio e o grito, e sabem o que fazer com eles!
Cultivar os filhos do próximo canto
Beber o vinho dos seus aniversários
Mergulhar no vazio de suas almas serenas
E então envio cartas aos que conhecem a Revolução
Pois eles não conhecem o tempo de ouvir dizer
Um dia – nessa ou em outra vida – essas cartas serão abertas
Suas razões e sentimentos serão o mundo
O seu sol e seus cantos serão coragem
Seus filhos e sual alma serão o silêncio e o grito, vivos e presentes!
O mundo então verá os que conhecem a Revolução…
…e ele saberá o que fazer com eles!!!
…e ele saberá o que fazer com eles!!!
Portanto jamais deixarei de enviar cartas aos que conhecem a Revolução!
Não existiriam muitas coisas sem elas…
…nem revolução, nem mundo que valesse o tempo!
Aos Bravos, os braços… …num abraço que não leva nome, tempo ou piedade!
(À Miguel de Paula Pimentel, a quem por muito tempo enviei
todas as cartas que escrevi e recebi nessa vida!
Escrito em 18 de abril de 2009
Montréal - Québec)
todas as cartas que escrevi e recebi nessa vida!
Escrito em 18 de abril de 2009
Montréal - Québec)
Friday, January 9, 2015
Migalhas
Às vezes a Estrada parece ser feita de migalhas,
atiradas pelos que não conhecem os passos além de seus jardins.
O que tirar disso?
O que guardar?
O que deixar partir?
Meu coração não possui nenhum jardim
Pertence aos poucos que ainda estão abertos
Imperfeitos e incompletos
Prontos pra se transformarem no universo perfeito pra alguém
Prontos pra transformarem as migalhas em sentimentos
Recolho as migalhas pra entrgá-las aos jardins a que pertenço
E vou embora
Com um sorriso
Com uma história
E dos motivos pra guardar tanta tristeza
Faço migalhas pra lançar aos passarinhos
Que em festa brincam e me trazem outro sorriso
E depois vão se enamorar de outras flores
E ajudar a inventar outros jardins
Eu fico com o vento:
Ora sigo, ora infrento
Recolho as migalhas que encontro pela estrada
E tenho em meus sonhos - as únicas coisas que quero guardar
Um Passageiro que se rende aos passarinhos
Porque não tem ninho
E nem tampouco aprendeu a voar
E só tem a Estrada!
…só tem a Estrada!!!
Thursday, January 8, 2015
Histórias
“Cada um responde com a bagagem que tem!”
Existem frases, lugares, pessoas, situações que NUNCA esquecemos! Fazem parte da coleção de paisagens que colhemos durante nossa trajetória.
No entanto, o Passageiro não se lembra: ele vive!
E também não carrega bagagem: ele é!
Certa vez inventei a história de que um Lobo teria devorado, por pura vaidade, uma rosa - na verdade, a Rosa Mais Bonita. Como maldição por seu ato de ganância, ele perdeu seus olhos, e foi condenado a vagar pela eternidade, trazendo consigo apenas sua lembranças e a essência da Rosa que havia destruido. Das pedras, do cheiro, da chuva e do sol desse caminho, nasceram os sentidos, as almas e as virtudes.
Ao supor que o Passageiro teria surgido dessa história, descobri que... ...ele É essa história!
(São Paulo, outubro de 2007)
Há alguns anos assisti - no programa “Provocações” da TV Cultura - a entrevista de uma menina, que trazia uma deficiência física bastante acentuada (não me lembro bem pois não era sua deficiência mas sua inteligência e sabedoria que chamavam a atenção!). Creio que ao ser perguntada sobre a sua compreensão das coisas diante de suas difificuldades, em relação às outras pessoas, ela começou a resposta dizendo: “Cada um responde com a bagagem que tem!” Não me lembro seu nome, mas nunca mais me esqueci disso!
Monday, January 5, 2015
Ele era uma menina
Ele era uma menina
aprendendo a caminhar
Ela era um garoto
aprendendo a viver
Ele era cor-de-rosa
no uniforme todo azul
Ela era azul-marinho
com uma fita na cabeça
Ele tinha maquiagem
mas o espelho não mostrava
Ela usava maquiagem,
mas no espelho não se via
Ele era apaixonado
pelo seu melhor amigo
Ela era apaixonada
pela garota mais bonita
Eles eram o que queriam
mas o mundo não entendia
Só queriam se encontrar
mas o mundo não queria
Só queriam um lugar
para serem o que já eram
Mas o mundo veio e disse
que não havia esse lugar
Que eles não eram o que viam
Que não sentiam o que sentiam
Que não teriam o que esperavam
E que somente a solidão
é o que iriam encontrar
Eles jamais se conheceram,
mas trilharam o mesmo destino
Ele num corpo de mulher,
ela num corpo de menino
Eles eram muito jovens
e não puderam enxergar
Que o tempo ensina a todos
a encontrarem o seu lugar
Não puderam suportar
tanto rancor e violência
E só a tristeza e a solidão
foi o que tinham pra contar
E pra fugir dessa tristeza
se lançaram em pleno ar
A menina cor-de-rosa
do mais alto viaduto
E o garoto azul-marinho,
do edifício à beira-mar
Só deixaram suas histórias
para quem quiser contar
Que ela era um garoto,
e ele era uma menina
Que fugiram dessa vida
para tentar se libertar
Da razão fria e doente
que só enxerga o que quer enxergar
Não dá espaço para o ser diferente
E não tem a menor idéia
Do que de fato seja amar
__________________________
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio de jovens
entre 15 e 19 anos de idade é a quarta causa de morte entre os homens
e a terceira entre as mulheres. A proporção chega a ser 6 vezes maior que
a média em países onde questões culturais e religiosas coíbem as liberdades
individuais. Nesse mundo há muita coisa errada, e individualmente somos
muito pequenos pra lidar com tudo ao mesmo tempo. Mas é sempre possível
olhar para o lado, abandonar velhos conceitos , aprender e ensinar aos nossos
jovens que aceitação, carinho, amizade e compreensão, são ferramentas
poderosas pra construirmos um mundo melhor!
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Monday, December 29, 2014
O Corpo
No corpo
Encontro os limites daquilo que entendo
Mas não os limites daquilo que sinto
No toque em meu corpo de suas palavras
Viajo com o vento
E me rendo ao toque dos teus sentimentos
E sinto o calor que carrega o teu sangue
E o gosto salgado de teus pensamentos
E o cheiro molhado que tem teus desejos
E os sons indecentes dos teus olhos fechados
Hesitantes
Excitantes
Exilados
Em delírio, delirantes
Aprendendo com a noite
Até a noite acabar!
Dos limites desse corpo
Traço fronteiras que de fato não tenho
Traço fronteiras que de fato não tenho
Que se expandem
Que te encontram
Adormecem em um sonho
Sem ter medo de acordar
E acordam desse sonho
Nos limites desse corpo
Nos limites desse corpo
Onde encontro os limites daquilo que entendo
Mas nunca os limites daquilo que sinto
No toque em meu corpo de teus beijos molhados
Sou apenas humano
Nada mais que pecado
Aprendendo com a vida
Até a vida acabar!
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Thursday, December 25, 2014
De passagem
Tive na vida muitas pessoas que gostaria que tivessem ficado
Mas não ficaram
Se foram mais cedo
A morte, a distância, o esquecimento...
Todos se foram
Mas ficaram os sentimentos
As histórias
As histórias
Os encantos, a memória...
O gosto do beijo
os tons das palavras
o brilho do olhar
os tons das palavras
o brilho do olhar
São provas que ainda posso provar
Da partida
E dos corações partidos
A certeza de que fui capaz de amar
Fui capaz de estar vivo e de ter vivido
Tuesday, December 23, 2014
Me desculpe
Me desculpe por não ter de fato nada bom a dizer
Me desculpe por não ser sorriso no dia de festa
Me desculpe por não vir dançar só por que tocam a música
Me desculpe por não te esconder que aqui não é o meu lugar
Me desculpe por não gargalhar da piada ensaiada
Me desculpe por não conversar as conversas banais
Me desculpe por não me vestir com as roupas da moda
Me desculpe por não estar ansioso para o próximo sábado
Me desculpe por não ter comprado uma pequena lembrança
Me desculpe por só possuir o que cabe em meu bolso
Me desculpe por não aceitar que o dinheiro me compre
Me desculpe por não me importar com o que dizem os outros
Me desculpe por não priorizar a limpeza da casa
Me desculpe por ignorar o rangido da porta
Me desculpe por não celebrar nossos falsos amigos
Me desculpe por não me iludir com promessas vazias
Me desculpe por não esquecer das desgraças do mundo
Me desculpe por não enviar sinais de esperança
Me desculpe por não acreditar que haverá um ano novo
Me desculpe por não inventar uma razão pra estar vivo
Me desculpe por não escrever outras versos de amor
Além dos que fiz quando o amor nos bastava
Hoje as marcas do tempo escorrem em meus dedos
Hoje os versos de amor estão além das palavras
Hoje encaro as escolhas que fiz pela vida
Hoje eu vivo as imagens do que me restou
Te peço desculpas por não ser como os outros
Mas não peço desculpas por ser quem eu sou
Me desculpe por não ser sorriso no dia de festa
Me desculpe por não vir dançar só por que tocam a música
Me desculpe por não te esconder que aqui não é o meu lugar
Me desculpe por não gargalhar da piada ensaiada
Me desculpe por não conversar as conversas banais
Me desculpe por não me vestir com as roupas da moda
Me desculpe por não estar ansioso para o próximo sábado
Me desculpe por não ter comprado uma pequena lembrança
Me desculpe por só possuir o que cabe em meu bolso
Me desculpe por não aceitar que o dinheiro me compre
Me desculpe por não me importar com o que dizem os outros
Me desculpe por não priorizar a limpeza da casa
Me desculpe por ignorar o rangido da porta
Me desculpe por não celebrar nossos falsos amigos
Me desculpe por não me iludir com promessas vazias
Me desculpe por não esquecer das desgraças do mundo
Me desculpe por não enviar sinais de esperança
Me desculpe por não acreditar que haverá um ano novo
Me desculpe por não inventar uma razão pra estar vivo
Me desculpe por não escrever outras versos de amor
Além dos que fiz quando o amor nos bastava
Hoje as marcas do tempo escorrem em meus dedos
Hoje os versos de amor estão além das palavras
Hoje encaro as escolhas que fiz pela vida
Hoje eu vivo as imagens do que me restou
Te peço desculpas por não ser como os outros
Mas não peço desculpas por ser quem eu sou
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Friday, December 12, 2014
O sol de teus olhos
Ainda me lembro
do dia de sol
Do sol de teus olhos
Do sol dividido
Me lembro do dia
E do amor escondido
Ainda maior
Que teus olhos perdidos
Ainda me lembro
Do dia de sorte
Da espera contida
Da voz comedida
Do banco lá fora
Do resto da vida
Me lembro dos olhos
Sem dor nem feridas
Me lembro da pressa
e dos planos futuros
Me lembro da Rosa
e das mãos delirantes
O banco lá fora
Não é mais como antes
O dia de sol
Já não aquece o bastante
Mas o sol de teus olhos
É ainda maior
Maior que esse sol
Maior que as feridas
Eu vivo esse amor
E uma espera contida
Pois me lembro da Rosa
E do resto da vida
Tuesday, November 18, 2014
Thursday, November 13, 2014
Somos Instantes
Somos instantes
Às vezes distantes
Muitas vezes sozinhos
Do amor desses caminhos,
Somos amantes
Nesse andar curvo e delirante
Somos desalinho
Da aventura das palavras
Somos o verso
Às vezes inverso
Muitas vezes sem sentido
Das certezas desses caminhos
Somos o incerto
No andar dúbio e incorreto
Somos destino
Enfim,
dos lugares desse mundo
Somos horizontes
Intocáveis, descontínuos
Quase sempre imprecisos
Da beleza desses caminhos
Somos o espelho
E da imagem que vemos no espelho,
Desconhecidos
Das armas, o gatilho
Das rosas, os espinhos
Das janelas, somos a pedra
Das correntes, o elo perdido
Dos generais, somos a ordem
E de nós mesmos,
os inimigos
Às vezes distantes
Muitas vezes sozinhos
Do amor desses caminhos,
Somos amantes
Nesse andar curvo e delirante
Somos desalinho
Da aventura das palavras
Somos o verso
Às vezes inverso
Muitas vezes sem sentido
Das certezas desses caminhos
Somos o incerto
No andar dúbio e incorreto
Somos destino
Enfim,
dos lugares desse mundo
Somos horizontes
Intocáveis, descontínuos
Quase sempre imprecisos
Da beleza desses caminhos
Somos o espelho
E da imagem que vemos no espelho,
Desconhecidos
Das armas, o gatilho
Das rosas, os espinhos
Das janelas, somos a pedra
Das correntes, o elo perdido
Dos generais, somos a ordem
E de nós mesmos,
os inimigos
Monday, November 3, 2014
...porque a vida não é mais que recomeços
...e então foi assim:
Tirei a poeira das mãos
Tirei o mundo dos ombros
Limpei as lágrimas dos olhos
Fingi que ainda tinha forças
Fingi que ainda tinha vontade
Forjei o que ainda faltava
...e segui como quem sabe pra onde vai.
Porque não podia mais esperar
Porque não podia mais me calar
Porque não aguentava mais morrer
Morrer de agonia
Morrer de desgosto
Morrer de desesperança
...me vesti de uma fantasia qualquer
e fui adiante
Pois não havia mais o que temer
Não havia mais nada a perder
Não havia mais dor desconhecida
Nem a dor do silêncio
Nem a dor do desprezo
Nem a dor dessa vida
Tirei a poeira das mãos
Tirei o mundo dos ombros
Limpei as lágrimas dos olhos
Fingi que ainda tinha forças
Fingi que ainda tinha vontade
Forjei o que ainda faltava
...e segui como quem sabe pra onde vai.
Porque não podia mais esperar
Porque não podia mais me calar
Porque não aguentava mais morrer
Morrer de agonia
Morrer de desgosto
Morrer de desesperança
...me vesti de uma fantasia qualquer
e fui adiante
Pois não havia mais o que temer
Não havia mais nada a perder
Não havia mais dor desconhecida
Nem a dor do silêncio
Nem a dor do desprezo
Nem a dor dessa vida
Friday, October 31, 2014
Versos
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Monday, September 22, 2014
Ontem
Ontem pela manhã ouvi o som de portas batendo
Janelas se fechando
Cortinas deslizando,
bloqueando a claridade do sol
Pensei que fosse a tempestade chegando
Mas não era.
Era só a vida!
Só a vida!!
Janelas se fechando
Cortinas deslizando,
bloqueando a claridade do sol
Pensei que fosse a tempestade chegando
Mas não era.
Era só a vida!
Só a vida!!
Tuesday, October 15, 2013
"dEUs"
...e pensaram a vida...
...algo extremamente simples:
uma pequena caixa quadrada fechada boiando no oceano.
Ela é pequena mas grande o suficiente pra abrigar e conter o que aprendemos a chamar de vida.
Não é possível perceber que há algo do lado de fora, mas sentimos o movimento das marés... ...ora calmaria, ora tempestade!
Ali contida a vida poderá seguir seu curso até o fim de seus dias. Tudo é permitido...
...inclusive olhar para cima...
...inclusive abrir a caixa e contemplar a imensidão do céu dentro da moldura quadrada da borda da caixa!
Não é preciso muito esforço para abrir a caixa, mas não são todas as vidas que aprendem ou decidem fazê-lo... ...afinal, tudo é permitido!
Tudo é permitido, até mesmo escalar as paredes da caixa e sentar-se em suas bordas, e descobrir o céu por inteiro...
...e descobrir o oceano...
...e oferecer uma outra dimensão à vida!
Descobrir que o céu não é uma imensidão contida numa moldura, mas é infinito.
Descobrir que o oceano é infinito como o céu, mas além disso, infinito em suas formas e no seu movimento que a cada segundo se reinventa numa nova composição que não será repetida jamais!
Entre eles, o horizonte.
Pra algumas vidas, uma fronteira...
...pra outras, um beijo também infinito entre o céu e o mar!
Nesse momento, alguns - não todos - ainda descobrem um outro infinito, não visível mas não menos contemplável: o Tempo!
Sentado na borda da caixa é possível passar a vida inteira, encontrar a felicidade, ver sentido na existência humana, chorar, sorrir e viver em paz... ...pois tudo é permitido!
Tudo é permitido, até mesmo querer voar!
E existem vidas que querem...
...existem vidas que se lançam ao ar...
...existem vidas que voam,
e voam,
e voam,
e tomam pra si a imensidão que o céu oferece!
Existem as vidas que se lançam ao ar, mas caem na água e se vêem absolutamente sós, com os cacos de seus sonhos diante de seu universo infinito interior.
... ... ... ... ...
...após o silêncio, algumas dessas vidas passam o resto de seus dias tentando voltar pra dentro da caixa!
... ... ... ... ...
...após o silêncio, algumas dessas vidas passam o resto de seus dias tentando voltar pra dentro da caixa!
Outras, aprendem a nadar e seguem o mais longe que puderem, descobrindo as marés e os novos movimentos do dia - que nunca se repetem!
Mas ainda algumas poucas, arriscam o mergulho,
e descobrem a imensidão infinita do fundo do mar!
...e descobrem um mundo novo e...
...e da forma mais difícil...
...aprendem a voar,
e voam,
e voam,
e voam!!!
O Ridículo, é o manto protetor do Passageiro.
Diante das questões indecifráveis sobre a vida, ele sempre repete aos que discutem:
“A vida é simples:
ela é uma pequena caixa quadrada fechada boiando no oceano!”
“Mira Serena, você pode fazer um desenho pra mim?
Uma pequena caixa quadrada boiando no oceano. Você faz?
Imagem: Mira Serena - então com 6 anos.
Montréal - 25 de Maio de 2011
Montréal - 25 de Maio de 2011
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