O espelho e a casa vazia
A escuridão das luzes apagadas
O silêncio de nenhuma voz
E o de minha voz calada
A luz que entra pelas frestas
e o descaso das cortinas fechadas
A bagunça que não se mexe há dias
E as portas abertas por onde ninguém passa
Tudo isso são detalhes infinitos
Não há como fugir
E nem como me fazer ficar
Não há resposta à pergunta não feita
Nem cicatriz pra essa ferida exposta
O que existe é o tempo e a poeira
Além do infinito no detalhe de meus olhos fechados!
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Tuesday, December 16, 2014
Tuesday, November 18, 2014
Janelas Fechadas
As pessoas não ficam mais sozinhas,
e por isso se tornaram solitárias.
Aprenderam a olhar pela janela sem abrir a janela -
as janelas de um mundo que não pode ser tocado
Tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é solitário
Tudo é solidão
A solidão
Que antes era o estado de não se ter alguém por perto
É hoje a solidão de não se ter nem a si mesmo
Pois não ficamos mais sozinhos!
Pela janela tudo pode ser visto
Mas o que vemos está morto
Do outro lado da janela tudo é morto
Frio e inerte como o vidro
Não reflete nossa imagem
Mas reflete o que estamos nos tornando
Coisas frias e inertes
Diante de uma janela
Hipnotizados por suas cores
E por suas falsas possibilidades
Não olhamos para os lados
Não ouvimos outras vozes
Não brilhamos pra outros olhos
Ganhamos muitas coisas
E perdemos mais que todas elas
Pois agora tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é morto
Do outro lado da janela
Escrevo minha poesia como quem procura pedras!
e por isso se tornaram solitárias.
Aprenderam a olhar pela janela sem abrir a janela -
as janelas de um mundo que não pode ser tocado
Tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é solitário
Tudo é solidão
A solidão
Que antes era o estado de não se ter alguém por perto
É hoje a solidão de não se ter nem a si mesmo
Pois não ficamos mais sozinhos!
Pela janela tudo pode ser visto
Mas o que vemos está morto
Do outro lado da janela tudo é morto
Frio e inerte como o vidro
Não reflete nossa imagem
Mas reflete o que estamos nos tornando
Coisas frias e inertes
Diante de uma janela
Hipnotizados por suas cores
E por suas falsas possibilidades
Não olhamos para os lados
Não ouvimos outras vozes
Não brilhamos pra outros olhos
Ganhamos muitas coisas
E perdemos mais que todas elas
Pois agora tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é morto
Do outro lado da janela
Escrevo minha poesia como quem procura pedras!
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Thursday, November 13, 2014
Somos Instantes
Somos instantes
Às vezes distantes
Muitas vezes sozinhos
Do amor desses caminhos,
Somos amantes
Nesse andar curvo e delirante
Somos desalinho
Da aventura das palavras
Somos o verso
Às vezes inverso
Muitas vezes sem sentido
Das certezas desses caminhos
Somos o incerto
No andar dúbio e incorreto
Somos destino
Enfim,
dos lugares desse mundo
Somos horizontes
Intocáveis, descontínuos
Quase sempre imprecisos
Da beleza desses caminhos
Somos o espelho
E da imagem que vemos no espelho,
Desconhecidos
Das armas, o gatilho
Das rosas, os espinhos
Das janelas, somos a pedra
Das correntes, o elo perdido
Dos generais, somos a ordem
E de nós mesmos,
os inimigos
Às vezes distantes
Muitas vezes sozinhos
Do amor desses caminhos,
Somos amantes
Nesse andar curvo e delirante
Somos desalinho
Da aventura das palavras
Somos o verso
Às vezes inverso
Muitas vezes sem sentido
Das certezas desses caminhos
Somos o incerto
No andar dúbio e incorreto
Somos destino
Enfim,
dos lugares desse mundo
Somos horizontes
Intocáveis, descontínuos
Quase sempre imprecisos
Da beleza desses caminhos
Somos o espelho
E da imagem que vemos no espelho,
Desconhecidos
Das armas, o gatilho
Das rosas, os espinhos
Das janelas, somos a pedra
Das correntes, o elo perdido
Dos generais, somos a ordem
E de nós mesmos,
os inimigos
Friday, October 31, 2014
Versos
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Wednesday, October 29, 2014
Monday, September 29, 2014
Os dias de teu silêncio
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
o céu estava um pouco menos azul
os dias um pouco mais longos
o universo um pouco mais infinito
e os teus olhos um pouco mais profundos
- de uma profundidade serena em quietude e simplicidade.
Nesses dias a respiração era um pouco mais lenta
a ausência mais barulhenta
meus olhos mais abertos
minhas mãos mais inquietas.
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
eu falava mais...
...muito mais com muito mais gente
Eu falava com o sol pra aquecesse tua pele!
Falava com o vento pra acariciar os teus cabelos!
Falava com as flores pra que trouxessem mais cores pro teu dia.
Falava com as palavras pra que te trouxessem poesia
E sobretudo
Falava com os sonhos pra que encontrassem teu silêncio
E o tirassem pra dançar e rodopiar e sorrir...
...e dançar!
Eu não estava lá!
Mas em meu lugar mandei o dia esperar pelas janelas...
...contemplar esse silêncio...
...e te fazer companhia...
...naqueles dias em que vivíamos os dias de teu silêncio!!
o céu estava um pouco menos azul
os dias um pouco mais longos
o universo um pouco mais infinito
e os teus olhos um pouco mais profundos
- de uma profundidade serena em quietude e simplicidade.
Nesses dias a respiração era um pouco mais lenta
a ausência mais barulhenta
meus olhos mais abertos
minhas mãos mais inquietas.
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
eu falava mais...
...muito mais com muito mais gente
Eu falava com o sol pra aquecesse tua pele!
Falava com o vento pra acariciar os teus cabelos!
Falava com as flores pra que trouxessem mais cores pro teu dia.
Falava com as palavras pra que te trouxessem poesia
E sobretudo
Falava com os sonhos pra que encontrassem teu silêncio
E o tirassem pra dançar e rodopiar e sorrir...
...e dançar!
Eu não estava lá!
Mas em meu lugar mandei o dia esperar pelas janelas...
...contemplar esse silêncio...
...e te fazer companhia...
...naqueles dias em que vivíamos os dias de teu silêncio!!
Tuesday, September 23, 2014
Monday, September 22, 2014
Ontem
Ontem pela manhã ouvi o som de portas batendo
Janelas se fechando
Cortinas deslizando,
bloqueando a claridade do sol
Pensei que fosse a tempestade chegando
Mas não era.
Era só a vida!
Só a vida!!
Janelas se fechando
Cortinas deslizando,
bloqueando a claridade do sol
Pensei que fosse a tempestade chegando
Mas não era.
Era só a vida!
Só a vida!!
Tuesday, September 16, 2014
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