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Sunday, February 1, 2015

Notas Poéticas: "Nem sempre pontes" (#14 de 14)



E as águas que passaram não puderam ser contadas
- se é que se contam águas!...

...sobretudo águas passadas!

Quem sabe um dia!!


Quem sabe?!



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De volta à Montréal, chegam ao fim as "Notas Poéticas". Elas me ajudaram a fechar um ciclo que começou em junho de 2014, e que precisava ser fechado. Agradeço aos poucos - cerca de 1/4 da audiência habitual do blog - que acompanharam, comentaram (como é bom ouvi-los!) e de uma certa forma fizeram parte desse capítulo... ...que não é Epílogo!

A partir de amanhã, republico textos antigos enquanto finalizo as canções de meu álbum que quero mostrar até o final desse mês. Não prometo textos novos!

Muito obrigado!






Québec, 31 de janeiro de 2015


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Saturday, January 31, 2015

Notas Poéticas: "O Sol" (#13 de 14)




O sol já não aquece

Mas ainda sugere o horizonte

Por onde os sentimentos esperam se encontrar!






Friday, January 30, 2015

Notas Poéticas: "Réquiem" (#12 de 14)


Mont-Tremblant National Park - QC


Meu coração não consegue aquecer o frio da estrada.
E o brilho não é mais que uma singela forma de dizer adeus!





Thursday, January 29, 2015

Wednesday, January 28, 2015

Notas Poéticas: "As águas" (#10 de 14)


Village Mont-Tremblant - Québec 

A correnteza 
lenta
calma
inevitável
Sempre encontrará o seu caminho!

Um sentimento
lento
calmo
inevitável...







Thursday, January 22, 2015

Notas Poéticas: "Simetrias imperfeitas" (#4 de 14)


Vieux Port - Montréal - Québec




Simetrias mentem
Escondem imperfeições
Meu coração não mente
Não se liberta de ilusões
.
.
.

...que o fazem bater
.
.
.
.


Mas são só ilusões!
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.




...mas bate!!!





Wednesday, January 21, 2015

Notas Poéticas: "Pessoas" (#3 de 14)



Montréal (centre-ville) - Qc


Vejo pessoas
Vejo fantasmas
Vejo verdades que não queria ver

Vaidades que assombram as ruas desertas
E inventam as regras de um novo viver

...enquanto não vivem
                                ...e morrem sem saber!





Monday, January 19, 2015

Notas Poéticas: "Céu" (#1 de 14)


Beaconsfield - Qc





Céu

O véu que cobre tudo junto

Bem maior que quase tudo nesse mundo

Só não é maior que meus

desejos








Thursday, January 1, 2015

O Primeiro

O primeiro traz a noção de justiça que o passado nos negou
Ele não é de fato o primeiro
Mas é o primeiro depois do último que nos magoou

O primeiro é uma marca naqueles que carregam a esperança
Ele não é de fato o primeiro
Mas é o primeiro depois de tantos que nos levaram pra bem longe

Dos primeiros
trago meus sentimentos de infância
os pés descalços na areia da praia
o sorriso fácil olhando pro futuro com a crença irresponsável de que agora tudo será diferente

Eu me lembro o que é isso
Eu me lembro de não estar cansado
Me lembro de saber de tudo

Mas não me lembro dos outros primeiros
Eles se foram
Levados pela decepção do porvir
Que nunca vem pra nos dar alento, boas novas ou vontade

Meu coração não celebra mais esse porvir
Incauto
me conduz por veredas que de fato
não tiveram começo nem tampouco terão fim

De fato, creio que nunca tive um primeiro
Tudo não passou de uma contínua linha de subjetividades
inventadas pra justificar a existência desse meu coração aflito.

Já estou farto de pequenas verdades!












Tuesday, November 18, 2014

Janelas Fechadas

As pessoas não ficam mais sozinhas,
e por isso se tornaram solitárias.
Aprenderam a olhar pela janela sem abrir a janela -
   as janelas de um mundo que não pode ser tocado

Tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é solitário
Tudo é solidão

A solidão
Que antes era o estado de não se ter alguém por perto
É hoje a solidão de não se ter nem a si mesmo
Pois não ficamos mais sozinhos!

Pela janela tudo pode ser visto
Mas o que vemos está morto
Do outro lado da janela tudo é morto
Frio e inerte como o vidro

Não reflete nossa imagem
Mas reflete o que estamos nos tornando
Coisas frias e inertes
Diante de uma janela

Hipnotizados por suas cores
E por suas falsas possibilidades
Não olhamos para os lados
Não ouvimos outras vozes
Não brilhamos pra outros olhos

Ganhamos muitas coisas
E perdemos mais que todas elas
Pois agora tudo é vidro
Tudo é medo
Tudo é morto
Do outro lado da janela

Escrevo minha poesia como quem procura pedras!







Sunday, August 31, 2014

Eu

(Clique na imagem para ampliar)


"Eu não sou o que você vê. Eu vivo do outro lado!"


(Montréal - abril de 2013)