Prefiro o mundo visto pelos olhos de uma criança
nesse mundo existe a fome
existe o medo
existe a miséria
existe a dor
existe o frio
existe a morte
mas no final de todas essas coisas,
um sorriso
no final de todas essas coisas
existe esperança
a crença inabalável de que a bondade vai chegar
...mas a bondade não chega
...e um dia ela percebe que a bondade não existe!
Nesse dia
Ela deixa de ser criança para sempre!
No auge de minha montanha de miséria e sujeira
Mergulhei dentro de mim mesmo dilacerando carne e osso
Cavando na pele até o ponto mais profundo
Buscando o que restou dessa criança
Porque eu preciso do mundo visto pelos olhos de uma criança
Pois só assim
É possível suportar viver a vida!
Showing posts with label medo. Show all posts
Showing posts with label medo. Show all posts
Friday, October 9, 2015
Nos olhos de uma criança
Labels:
anjo,
aprender,
crianças,
esperança,
filhos,
fome,
frio,
guerra,
gullicci,
inocência,
medo,
meu bolso esquerdo,
morte,
mundo,
poemas,
poesia,
rogerio jesse
Saturday, October 3, 2015
Somos Luzes
Somos luzes!
Iluminamos o que olhamos!
Tem gente que olha pra fora, tem gente que olha pra dentro,
tem gente que olha pros outros, tem gente que só olha pra si mesmo!
E nessa história de olhares a gente vai vivendo por entre os dias de sol e as noites sem lua, se equilibrando entre encontros e desencontros tentando manter acesa a nossa pequena luz própria.
Mas às vezes ela se apaga.
Em meio à violência das tempestades que por vezes nos surpreendem, buscamos o último sopro de energia pra guardar uma faísca de luz pra recomeçar quando o sol do amanhã aparecer, mas os ventos, os trovões e o peso das nuvens levam tudo, não nos deixando nem luz e nem tampouco esperança. E quando pequenos e invisíveis olhamos em nossa volta e vemos outras luzes passando quase sempre olhando pra dentro, quase sempre olhando pra si mesmos enquanto a tempestade só aumenta - nesse momento é quando deixamos de existir! ...
...
...mas às vezes, só às vezes, antes de deixarmos de existir, passam ao nosso lado luzes olhando pra fora, e sobretudo, luzes que olham pros outros pois é da sua natureza fazerem isso. E ao fazerem isso, nos emprestam um pouco da luz que já não temos pra nos mostrar o caminho. Às vezes estamos de joelhos e nesse caso, essas luzes diminuem o passo pra que possamos segui-las. Às vezes estamos completamente por terra imóveis, e nesse caso essas luzes nos tomam em seus braços até encontrarmos um lugar seguro! ...
...Somos luzes...
...e assim segue a vida!
É da nossa natureza olharmos pra dentro ou pra fora, pros outros ou pra nós mesmos... ...mas também é da nossa natureza aprender - aprender que somos luzes, aprender que existem tempestades, e sobretudo, aprender que somos nós que escolhemos pra onde olhar!
Somos nós que escolhemos pra onde olhar!!!
Iluminamos o que olhamos!
Tem gente que olha pra fora, tem gente que olha pra dentro,
tem gente que olha pros outros, tem gente que só olha pra si mesmo!
E nessa história de olhares a gente vai vivendo por entre os dias de sol e as noites sem lua, se equilibrando entre encontros e desencontros tentando manter acesa a nossa pequena luz própria.
Mas às vezes ela se apaga.
Em meio à violência das tempestades que por vezes nos surpreendem, buscamos o último sopro de energia pra guardar uma faísca de luz pra recomeçar quando o sol do amanhã aparecer, mas os ventos, os trovões e o peso das nuvens levam tudo, não nos deixando nem luz e nem tampouco esperança. E quando pequenos e invisíveis olhamos em nossa volta e vemos outras luzes passando quase sempre olhando pra dentro, quase sempre olhando pra si mesmos enquanto a tempestade só aumenta - nesse momento é quando deixamos de existir! ...
...
...mas às vezes, só às vezes, antes de deixarmos de existir, passam ao nosso lado luzes olhando pra fora, e sobretudo, luzes que olham pros outros pois é da sua natureza fazerem isso. E ao fazerem isso, nos emprestam um pouco da luz que já não temos pra nos mostrar o caminho. Às vezes estamos de joelhos e nesse caso, essas luzes diminuem o passo pra que possamos segui-las. Às vezes estamos completamente por terra imóveis, e nesse caso essas luzes nos tomam em seus braços até encontrarmos um lugar seguro! ...
...Somos luzes...
...e assim segue a vida!
É da nossa natureza olharmos pra dentro ou pra fora, pros outros ou pra nós mesmos... ...mas também é da nossa natureza aprender - aprender que somos luzes, aprender que existem tempestades, e sobretudo, aprender que somos nós que escolhemos pra onde olhar!
Somos nós que escolhemos pra onde olhar!!!
Tuesday, November 11, 2014
NÃO
Não
Não lhe dou o meu abraço
Já estou farto de entregar o que não tenho
Não
Não espere o meu cansaço
Já estou farto de buscar o que não entendo
Não
Não me entrego a esse medo
Que te deixa tão distante dos teus planos
E não
Eu não fujo dos meus erros
Que são tudo o que me resta de humano
Desse dia não sou luz
E da luz, não sou caminho
Das pessoas, sou solidão
Na multidão, estou sempre sozinho
Da virtude, não sou o santo
Nos teus olhos, sou decepção
Dessa vida, só mais um canto
Desse mundo, só mais um "não"
E não
Eu não me rendo a crueldade de teus gestos!!
Não lhe dou o meu abraço
Já estou farto de entregar o que não tenho
Não
Não espere o meu cansaço
Já estou farto de buscar o que não entendo
Não
Não me entrego a esse medo
Que te deixa tão distante dos teus planos
E não
Eu não fujo dos meus erros
Que são tudo o que me resta de humano
Desse dia não sou luz
E da luz, não sou caminho
Das pessoas, sou solidão
Na multidão, estou sempre sozinho
Da virtude, não sou o santo
Nos teus olhos, sou decepção
Dessa vida, só mais um canto
Desse mundo, só mais um "não"
E não
Eu não me rendo a crueldade de teus gestos!!
Thursday, October 23, 2014
Wednesday, October 22, 2014
Sunday, September 28, 2014
Subscribe to:
Posts (Atom)


