Prefiro o mundo visto pelos olhos de uma criança
nesse mundo existe a fome
existe o medo
existe a miséria
existe a dor
existe o frio
existe a morte
mas no final de todas essas coisas,
um sorriso
no final de todas essas coisas
existe esperança
a crença inabalável de que a bondade vai chegar
...mas a bondade não chega
...e um dia ela percebe que a bondade não existe!
Nesse dia
Ela deixa de ser criança para sempre!
No auge de minha montanha de miséria e sujeira
Mergulhei dentro de mim mesmo dilacerando carne e osso
Cavando na pele até o ponto mais profundo
Buscando o que restou dessa criança
Porque eu preciso do mundo visto pelos olhos de uma criança
Pois só assim
É possível suportar viver a vida!
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Friday, October 9, 2015
Nos olhos de uma criança
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rogerio jesse
Thursday, January 8, 2015
Histórias
“Cada um responde com a bagagem que tem!”
Existem frases, lugares, pessoas, situações que NUNCA esquecemos! Fazem parte da coleção de paisagens que colhemos durante nossa trajetória.
No entanto, o Passageiro não se lembra: ele vive!
E também não carrega bagagem: ele é!
Certa vez inventei a história de que um Lobo teria devorado, por pura vaidade, uma rosa - na verdade, a Rosa Mais Bonita. Como maldição por seu ato de ganância, ele perdeu seus olhos, e foi condenado a vagar pela eternidade, trazendo consigo apenas sua lembranças e a essência da Rosa que havia destruido. Das pedras, do cheiro, da chuva e do sol desse caminho, nasceram os sentidos, as almas e as virtudes.
Ao supor que o Passageiro teria surgido dessa história, descobri que... ...ele É essa história!
(São Paulo, outubro de 2007)
Há alguns anos assisti - no programa “Provocações” da TV Cultura - a entrevista de uma menina, que trazia uma deficiência física bastante acentuada (não me lembro bem pois não era sua deficiência mas sua inteligência e sabedoria que chamavam a atenção!). Creio que ao ser perguntada sobre a sua compreensão das coisas diante de suas difificuldades, em relação às outras pessoas, ela começou a resposta dizendo: “Cada um responde com a bagagem que tem!” Não me lembro seu nome, mas nunca mais me esqueci disso!
Monday, December 15, 2014
Aprendendo a andar
Aprendendo a andar
A cada tombo
A cada engano
Aprendendo a falar
de tantos medos
tantos sonhos
Aprendendo a calar
o que é desejo
o que é profundo
Aprendendo a buscar
outros caminhos
outros mundos
Aprendendo a olhar
Por entre as sombras
entre escombros
Aprendendo a viver
entre famintos
miseráveis
Aprendendo a amar
mais amanhã
do que foi ontem
Aprendendo a dançar
com os pés descalços
e incansáveis
Aprendendo a andar
falar, calar
buscar o caminho
Aprendendo a olhar
viver, amar
dançar sozinho
Aprendendo a morrer
dia após dia
e lentamente
Aprendendo a nascer
noite após noite
eternamente
mais amanhã
do que foi ontem
Aprendendo a dançar
com os pés descalços
e incansáveis
Aprendendo a andar
falar, calar
buscar o caminho
Aprendendo a olhar
viver, amar
dançar sozinho
Aprendendo a morrer
dia após dia
e lentamente
Aprendendo a nascer
noite após noite
eternamente
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