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Thursday, January 8, 2015

Histórias

“Cada um responde com a bagagem que tem!”
Existem frases, lugares, pessoas, situações que NUNCA esquecemos! Fazem parte da coleção de paisagens que colhemos durante nossa trajetória.
No entanto, o Passageiro não se lembra: ele vive!
E também não carrega bagagem: ele é!
Certa vez inventei a história de que um Lobo teria devorado, por pura vaidade, uma rosa - na verdade, a Rosa Mais Bonita. Como maldição por seu ato de ganância, ele perdeu seus olhos, e foi condenado a vagar pela eternidade, trazendo consigo apenas sua lembranças e a essência da Rosa que havia destruido. Das pedras, do cheiroda chuva e do sol desse caminho, nasceram os sentidos, as almas e as virtudes.
Ao supor que o Passageiro teria surgido dessa história, descobri que... ...ele É essa história!

(São Paulo, outubro de 2007)


Há alguns anos assisti - no programa “Provocações” da TV Cultura - a entrevista de uma menina, que trazia uma deficiência física bastante acentuada (não me lembro bem pois não era sua deficiência mas sua inteligência e sabedoria que chamavam a atenção!). Creio que ao ser perguntada sobre a sua compreensão das coisas diante de suas difificuldades, em relação às outras pessoas, ela começou a resposta dizendo: “Cada um responde com a bagagem que tem!” Não me lembro seu nome, mas nunca mais me esqueci disso!






Friday, December 19, 2014

Soneto para Leila


O mundo inteiro hoje a mim se apega
E cala no silêncio que repete
Meu grito ensandecido que reflete
A voz que de teu ventre parte e cega

O Lobo guarda hoje a dose certa
Da essência entorpecente que recebe
Um deus tão poderoso cala e pede
A paz que de teu beijo parte a entrega

Não fosse a poesia de tua alma
Não fosse o denso verde dos teus gestos
Seria a divindade do teu canto

E nessa tempestade insana e calma
As flores talvez façam o que não presto:
Dizer a ti, mau anjo, o quanto a amo



(o único Soneto que tive a audácia de escrever na vida.
Escrito há 16 anos... ...e contando!)






Friday, November 28, 2014

Se eu fosse contar os dias


Se eu fosse contar os dias
Contaria os dias que te amo
Pois os dias que vieram antes disso
Foram engano
Foram ilusão
E os dias que virão depois de ti
Não serão dias
Nunca virão

Se eu fosse contar os dias
Não contaria nem o acaso nem o avesso
Pois o avesso é o acaso do destino
E o acaso é o destino do avesso
Não moram em ti
Que és a estrada que conheço
Onde me vejo
E onde me esqueço

Se eu fosse contar os dias
Contaria os dias de teus dias
Pois os dias que contaram antes disso
Foram palavras
Sem alegria
E os dias que eu contar depois de ti
Não serão verso
Nem poesia




(aos 16 anos que contamos os dias juntos!)