Prefiro o mundo visto pelos olhos de uma criança
nesse mundo existe a fome
existe o medo
existe a miséria
existe a dor
existe o frio
existe a morte
mas no final de todas essas coisas,
um sorriso
no final de todas essas coisas
existe esperança
a crença inabalável de que a bondade vai chegar
...mas a bondade não chega
...e um dia ela percebe que a bondade não existe!
Nesse dia
Ela deixa de ser criança para sempre!
No auge de minha montanha de miséria e sujeira
Mergulhei dentro de mim mesmo dilacerando carne e osso
Cavando na pele até o ponto mais profundo
Buscando o que restou dessa criança
Porque eu preciso do mundo visto pelos olhos de uma criança
Pois só assim
É possível suportar viver a vida!
Showing posts with label anjo. Show all posts
Showing posts with label anjo. Show all posts
Friday, October 9, 2015
Nos olhos de uma criança
Labels:
anjo,
aprender,
crianças,
esperança,
filhos,
fome,
frio,
guerra,
gullicci,
inocência,
medo,
meu bolso esquerdo,
morte,
mundo,
poemas,
poesia,
rogerio jesse
Friday, December 19, 2014
Soneto para Leila
E cala no silêncio que repete
Meu grito ensandecido que reflete
A voz que de teu ventre parte e cega
O Lobo guarda hoje a dose certa
Da essência entorpecente que recebe
Um deus tão poderoso cala e pede
A paz que de teu beijo parte a entrega
Não fosse a poesia de tua alma
Não fosse o denso verde dos teus gestos
Seria a divindade do teu canto
E nessa tempestade insana e calma
As flores talvez façam o que não presto:
Dizer a ti, mau anjo, o quanto a amo
(o único Soneto que tive a audácia de escrever na vida.
Escrito há 16 anos... ...e contando!)
Labels:
amor,
anjo,
beijo,
flores,
gullicci,
o grito,
o lobo,
poemas,
poesia,
rogerio jesse,
Setembro
Friday, November 28, 2014
Se eu fosse contar os dias
Se eu fosse contar os dias
Contaria os dias que te amo
Pois os dias que vieram antes disso
Foram engano
Foram ilusão
E os dias que virão depois de ti
Não serão dias
Nunca virão
Se eu fosse contar os dias
Não contaria nem o acaso nem o avesso
Pois o avesso é o acaso do destino
E o acaso é o destino do avesso
Não moram em ti
Que és a estrada que conheço
Onde me vejo
E onde me esqueço
Se eu fosse contar os dias
Contaria os dias de teus dias
Pois os dias que contaram antes disso
Foram palavras
Sem alegria
E os dias que eu contar depois de ti
Não serão verso
Nem poesia
(aos 16 anos que contamos os dias juntos!)
Tuesday, November 25, 2014
O garoto preto
O garoto era pobre
E se perdeu por um sonho
Se encontrou na realidade ausente
E deu um tiro em sua própria imagem
A miragem era ódio
Era um anjo
Era deus
O único deus que poderia dar de volta
Aquilo que o mundo havia lhe roubado
O garoto era preto
E se vendeu por um sonho
Se encontrou na realidade branca
E deu um tiro em sua própria crença
Na presença do ódio
Era um anjo
Era deus
O único deus que poderia levar embora
Toda desgraça que o mundo havia lhe dado
Pois sim ele era......era só um garoto
Que enfim sofreu por um sonho
Se encontrou numa realidade doente
E deu um tiro em sua própria cabeça
Na imagem do ódio
Virou um anjo
Virou um Deus
O único deus que poderia levá-lo embora
E enfim livrá-lo de todo mal, Amém!
Essa é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas,
lugares e fatos reais, terá sido mera coincidência.
Montréal, 24 de novembro de 2014
Monday, October 21, 2013
O Anjo e o Abismo
Por vezes durante a caminhada, os pés doem, e o corpo se curva...
À beira do abismo, onde se tem uma paisagem única,
o Passageiro vê alguém que se desespera.
É um anjo que está muito próximo do abismo...
...próximo demais para que possa voltar,
E ao mesmo tempo, desprovido de coragem para dar o passo adiante.
O Passageiro - por não ter medo e conhecer outras línguas
se aproxima, senta-se ao lado das lágrimas que caem
e encara com um sorriso, aquele que está perdido.
Uns tantos 'silêncios' mais tarde,
e um pouco mais confortado pela presença de um sorriso,
o Anjo senta-se ao lado do Passageiro e compartilha seus sentimentos.
Diz que perdera tudo o que conhecia, o que acreditava...
Sentia-se vazio e sozinho diante da imensidão do precipício...
...e sem qualquer apoio ou amparo diante da queda eminente!
O Passageiro após escutá-lo, confirma a visão do anjo:
O medo e a insegurança voltam aos olhos do anjo
com um leve traço de ira por não ter ouvido aquilo que esperava...
...aquilo que gostaria!
Com um afago no olhar e um sorriso de compreensão,
o Passageiro se despede,
se levanta,
e cuidadosamente
desvia seus passos das asas do anjo
E então, segue seu caminho!
O Passageiro não tem asas!
Por vezes durante a caminhada, os pés doem, e o corpo se curva. E diante disso, existem aqueles que não enxergam,
o Passageiro vê alguém que se desespera.
É um anjo que está muito próximo do abismo...
...próximo demais para que possa voltar,
E ao mesmo tempo, desprovido de coragem para dar o passo adiante.
se aproxima, senta-se ao lado das lágrimas que caem
e encara com um sorriso, aquele que está perdido.
e um pouco mais confortado pela presença de um sorriso,
o Anjo senta-se ao lado do Passageiro e compartilha seus sentimentos.
Diz que perdera tudo o que conhecia, o que acreditava...
Sentia-se vazio e sozinho diante da imensidão do precipício...
...e sem qualquer apoio ou amparo diante da queda eminente!
“-Não existe de fato, porto seguro ou abraço seguro que possa nos acolher diante da vida!”
com um leve traço de ira por não ter ouvido aquilo que esperava...
...aquilo que gostaria!
o Passageiro se despede,
se levanta,
e cuidadosamente
desvia seus passos das asas do anjo
- o maior e mais lindo par de asas
que tinha visto na vida!
E então, segue seu caminho!
e não acreditam naquilo que têm!
Subscribe to:
Posts (Atom)
