Somos luzes!
Iluminamos o que olhamos!
Tem gente que olha pra fora, tem gente que olha pra dentro,
tem gente que olha pros outros, tem gente que só olha pra si mesmo!
E nessa história de olhares a gente vai vivendo por entre os dias de sol e as noites sem lua, se equilibrando entre encontros e desencontros tentando manter acesa a nossa pequena luz própria.
Mas às vezes ela se apaga.
Em meio à violência das tempestades que por vezes nos surpreendem, buscamos o último sopro de energia pra guardar uma faísca de luz pra recomeçar quando o sol do amanhã aparecer, mas os ventos, os trovões e o peso das nuvens levam tudo, não nos deixando nem luz e nem tampouco esperança. E quando pequenos e invisíveis olhamos em nossa volta e vemos outras luzes passando quase sempre olhando pra dentro, quase sempre olhando pra si mesmos enquanto a tempestade só aumenta - nesse momento é quando deixamos de existir! ...
...
...mas às vezes, só às vezes, antes de deixarmos de existir, passam ao nosso lado luzes olhando pra fora, e sobretudo, luzes que olham pros outros pois é da sua natureza fazerem isso. E ao fazerem isso, nos emprestam um pouco da luz que já não temos pra nos mostrar o caminho. Às vezes estamos de joelhos e nesse caso, essas luzes diminuem o passo pra que possamos segui-las. Às vezes estamos completamente por terra imóveis, e nesse caso essas luzes nos tomam em seus braços até encontrarmos um lugar seguro! ...
...Somos luzes...
...e assim segue a vida!
É da nossa natureza olharmos pra dentro ou pra fora, pros outros ou pra nós mesmos... ...mas também é da nossa natureza aprender - aprender que somos luzes, aprender que existem tempestades, e sobretudo, aprender que somos nós que escolhemos pra onde olhar!
Somos nós que escolhemos pra onde olhar!!!
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Saturday, October 3, 2015
Wednesday, July 22, 2015
Escolhas
Diante do abismo é possível
cair
voar
voltar atrás
ou ficar ali parado esperando...
...ou ainda
caminhar sobre o contorno do precipício
até não ser mais possível fazer
nem uma coisa
nem outra.
Tuesday, February 24, 2015
Passagens
De passagem enxergo que assombra a paisagem
São restos de vida
Que incomodam o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes pessoas
Às vezes sinais
Ou pistas deixadas
Por alguém que se foi e não vou conhecer
Ou pessoas que o tempo já me fez esquecer
Ou passagens que eu quero ver esquecidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Tantos restos de vida deixados nos cantos
Assombrando a paisagem
Desviando o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes mensagens
São coisas usadas
São vidas usadas
Por alguém que passou e jogou por querer
Ou alguém que perdeu e se foi sem saber
Se esgueirando nas ruas nem parecem mais vidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Esperando a morte
Pra curar suas feridas
São restos de vida
Que incomodam o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes pessoas
Às vezes sinais
Ou pistas deixadas
Por alguém que se foi e não vou conhecer
Ou pessoas que o tempo já me fez esquecer
Ou passagens que eu quero ver esquecidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Tantos restos de vida deixados nos cantos
Assombrando a paisagem
Desviando o percurso
Às vezes são ruas
Às vezes mensagens
São coisas usadas
São vidas usadas
Por alguém que passou e jogou por querer
Ou alguém que perdeu e se foi sem saber
Se esgueirando nas ruas nem parecem mais vidas
Tantas vidas se movem
Tantas vidas sem vida
Esperando a morte
Pra curar suas feridas
Friday, January 9, 2015
Migalhas
Às vezes a Estrada parece ser feita de migalhas,
atiradas pelos que não conhecem os passos além de seus jardins.
O que tirar disso?
O que guardar?
O que deixar partir?
Meu coração não possui nenhum jardim
Pertence aos poucos que ainda estão abertos
Imperfeitos e incompletos
Prontos pra se transformarem no universo perfeito pra alguém
Prontos pra transformarem as migalhas em sentimentos
Recolho as migalhas pra entrgá-las aos jardins a que pertenço
E vou embora
Com um sorriso
Com uma história
E dos motivos pra guardar tanta tristeza
Faço migalhas pra lançar aos passarinhos
Que em festa brincam e me trazem outro sorriso
E depois vão se enamorar de outras flores
E ajudar a inventar outros jardins
Eu fico com o vento:
Ora sigo, ora infrento
Recolho as migalhas que encontro pela estrada
E tenho em meus sonhos - as únicas coisas que quero guardar
Um Passageiro que se rende aos passarinhos
Porque não tem ninho
E nem tampouco aprendeu a voar
E só tem a Estrada!
…só tem a Estrada!!!
Monday, December 22, 2014
Saudade
Das palavras que se acumulam diante de meus olhos
Dessa pilha de versos estúpidos
que atormentam meu coração
Desse universo de sentimentos escritos
que me cortam em pedaços
Existe apenas uma coisa que de fato entendo
e que de fato aceito
A saudade!
Saudade daquilo que um dia foi virtude
Saudade daquilo que ainda não conheço
Com essa saudade remendo os pedaços em que me transformei com o tempo
e que sem ela já estariam há tempos perdidos pelo caminho.
Monday, December 15, 2014
Aprendendo a andar
Aprendendo a andar
A cada tombo
A cada engano
Aprendendo a falar
de tantos medos
tantos sonhos
Aprendendo a calar
o que é desejo
o que é profundo
Aprendendo a buscar
outros caminhos
outros mundos
Aprendendo a olhar
Por entre as sombras
entre escombros
Aprendendo a viver
entre famintos
miseráveis
Aprendendo a amar
mais amanhã
do que foi ontem
Aprendendo a dançar
com os pés descalços
e incansáveis
Aprendendo a andar
falar, calar
buscar o caminho
Aprendendo a olhar
viver, amar
dançar sozinho
Aprendendo a morrer
dia após dia
e lentamente
Aprendendo a nascer
noite após noite
eternamente
mais amanhã
do que foi ontem
Aprendendo a dançar
com os pés descalços
e incansáveis
Aprendendo a andar
falar, calar
buscar o caminho
Aprendendo a olhar
viver, amar
dançar sozinho
Aprendendo a morrer
dia após dia
e lentamente
Aprendendo a nascer
noite após noite
eternamente
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