O espelho e a casa vazia A escuridão das luzes apagadas O silêncio de nenhuma voz E o de minha voz calada A luz que entra pelas frestas e o descaso das cortinas fechadas A bagunça que não se mexe há dias E as portas abertas por onde ninguém passa Tudo isso são detalhes infinitos Não há como fugir E nem como me fazer ficar Não há resposta à pergunta não feita Nem cicatriz pra essa ferida exposta O que existe é o tempo e a poeira Além do infinito no detalhe de meus olhos fechados!