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Friday, January 8, 2016

A Verdade

Não existem verdades absolutas.
Nem tampouco existem dores absolutas.

O que existe são escolhas!

As minhas escolhas
estão além daquilo que vejo;
Além daquilo que alcanço;
Além daquilo que entendo

Porque sou pequeno
Porque sou imperfeito
Porque não sou justo

Minhas escolhas
estão na angústia dos que têm fome
no medo dos que não têm abrigo
na dúvida dos que estão feridos
na dor dos que foram humilhados
na história dos que foram traídos

Minhas escolhas estão ao lado
De quem não foge à luta contra o opressor
Mesmo não existindo a menor possibilidade de vitória

Minhas escolhas começam
Mas não terminam em mim

Minhas escolhas estão muito...

...muito além dos meus jardins!








para mais canções visite:


gullicci.com
soundcloud.com/gullicci
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Saturday, August 1, 2015

Medo do Trovão

Medo do Trovão
Medo de tocar os pés no chão
E não encontrar a esperança
   que antes batia em meu peito

E não encontrar confiança
   pra caminhar do meu jeito

E me perder pela rua
   sem encontrar abrigo

E me perder pela vida
   sem enxergar teu sorriso

Canção: "Medo do Trovão" (R. J. Gullicci)
Versão "AO VIVO" com Mira Serena


Viste:
www.gullicci.com

Saturday, July 11, 2015

Partidas

Te entrego o olhar
Afago teu rosto
Um cheiro, um beijo
E último abraço

E os corpos se afastam
E as mãos se desenlaçam
E não há mais o toque
E o corpo que se move ainda de costas decide virar
E os pulmões buscando coragem respiram mais forte

E os olhos que escondem a angústia impõe um último olhar
Até que o coração buscando ser forte
Toma as rédeas da sorte
E decide não mais olhar pra trás

Adeus








Há 10 dias eu e Thaïs lançamos, enfim,
o nosso projeto que teve início em outubro passado.
Sobre as "Partidas" de nossas vidas, fizemos poesia.
E a poesia virou música, e a música  - como fazem as boas músicas -
se transforma novamente em sentimentos aos ouvidos de quem escuta!

É assim Partidas!
As partes!
O Adeus!

Friday, May 8, 2015

"O Encanto"





Poema: Miguel Pimentel/ RJ Gullicci
Música: Willian Le Scoop Folk

Há um Encanto que se escondeu
Por entre as sombras
E eu só quero de volta
Tudo aquilo que é meu

E a inocência está tão longe
Não trago flores
Porque só vejo ao redor
Crianças caírem do céu

Em cada esquina uma prova
E a cada dia o fim de uma ilusão
Os sonhos arrancados pelo medo e atirados 
Se partindo ao chão
E a noite que cai vem tão escura
Por não ver os meus amigos
Por saber não haver sentido
E o silêncio e as tardes
E o medo e as tardes
E os erros e as tardes
E o medo de que seja tarde

A vida foi tão dura
Mostrou sua cara, fez o seu papel
Encheu o seu olhar de amarguras e deixou
Um sorriso cruel
Mas a noite que cai não é tão escura
Não roubou os meus sentidos
Não selou o meu destino
Porque existem canções
Existem histórias
Existem lugares

E é pra onde estou indo
Pra onde estou indo

...porque existem canções
Existem histórias
Existem lugares...

Thursday, April 16, 2015

"Lua"




Lua deserta a mil léguas daqui
Levada pelos versos de um louco
A lua abraça o mundo com seu brilho sem fim
Sem medo de buscar um mundo novo
E longe vai
Luz do dia fere e esconde
Mas Lua a noite chega pra te ver sonhar

Lua as paisagens distantes daqui
Cantadas nos meus versos são tão pouco
A lua acorda o mundo com seu brilho sem fim
Sorriso que de longe vira o jogo
De viver
Luz do dia segue longe
Lua a viagem que não vai nunca acabar

Lua, lua diz o que eu preciso entender
Pois Lua ainda sei tão pouco pra viver
E esses versos sempre inúteis pra explicar
O que eu sinto

Lua, lua nova leva o medo do que virá
Pois Lua a noite sempre chega pra entregar
A lua é o sonho que preciso pra viver
E não deixar o que de fato importa me deixar

Lua encoberta pelas nuvens daqui
Estúpidas palavras desses homens
A lua entende que não há certezas sem fim
Só há definições, vaidades, nomes
Que se vão
Na luz do dia que fere a noite
Mas Lua a noite é tudo o que eu tenho pra te dar

A luz do dia mata o sonho
Mas Lua a noite sempre vai buscar
Um novo sonho





Tuesday, October 7, 2014

Pátria Armada

Uma crônica da sociedade brasileira em sua história recente e em seu presente nocivo, violento e arrogante.



O single "Pátria Armada" estará disponível em breve com a versão original, uma versão alternativa e uma outra música inédita. 



Para ter acesso a essa e outras canções, visite, comente e siga a página:



Pátria Armada

Letra e música: Rogerio Jesse (Gullicci)


Esse país é o menino que brinca na terra
E faz da favela o seu doce reinado
É o país que bem cedo é tirado da escola
A troco de balas vendidas na estação

O jovem embriagado é o país afirmando
A sua condição de país do futuro
Comendo as meninas como se fossem chicletes
Gerando o bastardo de uma metida no escuro

Esse país miserável habita a favela
Pega ônibus lotado e ainda cospe da janela
E ao chegar ao bar onde faz sua morada
Toma uns goles de cachaça e fala de futebol!

Esse país que espanca e empala seus filhos
Ofende a mulher mal amada e sem paz
Se vende por pouco e não enxerga o futuro
Sempre culpa o governo... culpar a quem mais?


Esse país é o moleque, menino de rua
É o índio fodido cuspindo malária
É o filho do juiz que põe fogo em Brasília
É o filho bastardo que vive do lixo

Esse país é o rádio, a TV, é a novela
É o negro marcado, filho nato da favela
É a bala perdida do fora-da-lei
É o PM que espanca cumprindo com a lei
E te faz cuspir sangue, porque ele é a lei!

É a prostituta barata da cidade, do porto
É o bandido armado do alto do morro
É o jovem drogado pedindo socorro
É a mente ignorante e mal tratada de um povo
É a retórica amarga e servil desse povo
É a burrice esfomeada e gentil desse povo
É a mentira divina e senil desse povo
Esse país é o berço da miséria de um povo!

És belo, és forte impávido colosso
E teu futuro espelha essa vida de merda
Terra insensata!
Com outras mil, és tu Brasil a escória rala
Dos filhos deste solo és a bomba e o pavio

Pátria armada Brasil!!!