...e ele era tão moço ainda!
Rapaz inteligente, bonito, bem-educado...
Tinha a vida inteira pela frente!
Mas a doença o consumiu lentamente até o fim
Na certidão de óbito o registro preciso e minucioso da causa de sua morte:
Morreu de tristeza!
Fui testemunha de sua batalha!
Lutou com todas as forças pela vida
Nunca deixou de ter esperança
Mesmo nos piores dias
quando perguntado, simplesmente sorria
E dizia estar bem
Mas a dor...
...ah a dor era insuportável!
Dor generalizada
Os exames não conseguiram detectar a origem
Mas no peito era onde doía mais!
Até que não pode mais suportar!!
E se foi!!!
Nos últimos tempos nem parecia o mesmo
Perdera peso
Perdera os sonhos
O sorriso se foi!
A voz, antes firme decidida,
Fraca, já quase não saía.
A solidão, antes apenas desprezo
Se tornou fuga
E nessa fuga ele se foi
e não mais voltou!!
Talvez tenha se perdido
Ou simplesmente já não queria mais voltar
A família, exausta pelo fardo
diz que enfim ele descansou.
Mas pra mim ele apenas morreu!
Ontem mesmo o vi perambulando pelas ruas do bairro
Ao passar por ele, o comprimentei
E olhando em seus olhos não o encontrei
Não havia mais nada por lá!
De fato ele morreu!!
Morreu de tristeza!!!
Uma pena
Pois ele era tão moço...
...ainda!
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Tuesday, October 27, 2015
Tuesday, October 6, 2015
O Sol desse Outono
O que não me falta......coragem
O que não me afeta......preguiça
O que me sufoca......paisagem
O que não me aflige......cobiça
O que não me toca......teus olhos
O que não me entende......machuca
O que não me vê......o tempo
O que quer ser......a rua
O que me destrói......vertigem
O que me comove......bondade
O que me comove......insiste
O que me comove......não existe
O que me assusta......teus olhos
O que não me falta......vaidade
O que me detesta......teu jeito
O que me desperta......vontades
O que me acompanha......o tempo
O que me maltrata......a rua
O que me incomoda......coragem
O que me abandona......insiste
O que não me falta......cansaço
O que não me toca......tua boca
O que me desperta......não existe
O que ainda insiste......ir embora
O que me sufoca......teus olhos
O que não me toca......tuas mãos
O que me espera......a porta
O que me completa......vazio
O que me acompanha......a rua
O Sol desse Outono......só frio
O que não me falta......saudade
O que quero ser......partiu
O que não me afeta......preguiça
O que me sufoca......paisagem
O que não me aflige......cobiça
O que não me toca......teus olhos
O que não me entende......machuca
O que não me vê......o tempo
O que quer ser......a rua
O que me destrói......vertigem
O que me comove......bondade
O que me comove......insiste
O que me comove......não existe
O que me assusta......teus olhos
O que não me falta......vaidade
O que me detesta......teu jeito
O que me desperta......vontades
O que me acompanha......o tempo
O que me maltrata......a rua
O que me incomoda......coragem
O que me abandona......insiste
O que não me falta......cansaço
O que não me toca......tua boca
O que me desperta......não existe
O que ainda insiste......ir embora
O que me sufoca......teus olhos
O que não me toca......tuas mãos
O que me espera......a porta
O que me completa......vazio
O que me acompanha......a rua
O Sol desse Outono......só frio
O que não me falta......saudade
O que quero ser......partiu
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Thursday, February 19, 2015
Vazio no meio do nada
Há tempos não escrevo. Entro aqui, dou risada do que leio - não dá pra levar a sério. Republico notícias que acho interessantes - na verdade, minha dose de provocação -, e vou embora, igual ao garoto que toca a campainha e sai correndo! Mas sabe que no fundo, isso me deixa triste! Há um grande vazio que ainda não sei o que significa, e o lance é que não é o vazio em si ou a falta de significado que entristece.
O que me entristece é o fato de saber que esse significado já não serve mais!
É preciso dobrar a esquina!
O que me entristece é o fato de saber que esse significado já não serve mais!
É preciso dobrar a esquina!
(texto escrito em minha 'timeline' no Facebook agora a pouco - achei poético!)
Thursday, November 27, 2014
Ausente
Tenho andado pra bem longe
Estado ausente de mim mesmo
Vagando por aí
Vagando sem sentido
Vagabundo
Indeciso
Embriagado de meus versos
Inúteis
Inútil
Fútil e impaciente
Delirante
Decadente
Deprimente
Depressivo
Estado ausente e impreciso
Incrédulo
Displicente
Inconseqüente
Sem sentido
Sem fôlego
Sem amigos
Com a mente à deriva
Descontrolada
Alma perdida
Machucada
Envenenada
Contundente
Estado ausente de verdade
De vontade
Imprudente
Enfrentando a tempestade
Em mar aberto
Mar adentro
Esquecido
Maltratado
Estado ausente de mim mesmo
E ausente de mim mesmo
Tenho andado pra bem longe
Inconstante
E dividido
Fugitivo
Sem destino
Sem ter feito o bastante
Sem ser bravo o suficiente
E sem ver muito mais adiante
A cada instante
Mais ausente
mais ferido
e mais distante!
Estado ausente de mim mesmo
Vagando por aí
Vagando sem sentido
Vagabundo
Indeciso
Embriagado de meus versos
Inúteis
Inútil
Fútil e impaciente
Delirante
Decadente
Deprimente
Depressivo
Estado ausente e impreciso
Incrédulo
Displicente
Inconseqüente
Sem sentido
Sem fôlego
Sem amigos
Com a mente à deriva
Descontrolada
Alma perdida
Machucada
Envenenada
Contundente
Estado ausente de verdade
De vontade
Imprudente
Enfrentando a tempestade
Em mar aberto
Mar adentro
Esquecido
Maltratado
Estado ausente de mim mesmo
E ausente de mim mesmo
Tenho andado pra bem longe
Inconstante
E dividido
Fugitivo
Sem destino
Sem ter feito o bastante
Sem ser bravo o suficiente
E sem ver muito mais adiante
A cada instante
Mais ausente
mais ferido
e mais distante!
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