Somos luzes!
Iluminamos o que olhamos!
Tem gente que olha pra fora, tem gente que olha pra dentro,
tem gente que olha pros outros, tem gente que só olha pra si mesmo!
E nessa história de olhares a gente vai vivendo por entre os dias de sol e as noites sem lua, se equilibrando entre encontros e desencontros tentando manter acesa a nossa pequena luz própria.
Mas às vezes ela se apaga.
Em meio à violência das tempestades que por vezes nos surpreendem, buscamos o último sopro de energia pra guardar uma faísca de luz pra recomeçar quando o sol do amanhã aparecer, mas os ventos, os trovões e o peso das nuvens levam tudo, não nos deixando nem luz e nem tampouco esperança. E quando pequenos e invisíveis olhamos em nossa volta e vemos outras luzes passando quase sempre olhando pra dentro, quase sempre olhando pra si mesmos enquanto a tempestade só aumenta - nesse momento é quando deixamos de existir! ...
...
...mas às vezes, só às vezes, antes de deixarmos de existir, passam ao nosso lado luzes olhando pra fora, e sobretudo, luzes que olham pros outros pois é da sua natureza fazerem isso. E ao fazerem isso, nos emprestam um pouco da luz que já não temos pra nos mostrar o caminho. Às vezes estamos de joelhos e nesse caso, essas luzes diminuem o passo pra que possamos segui-las. Às vezes estamos completamente por terra imóveis, e nesse caso essas luzes nos tomam em seus braços até encontrarmos um lugar seguro! ...
...Somos luzes...
...e assim segue a vida!
É da nossa natureza olharmos pra dentro ou pra fora, pros outros ou pra nós mesmos... ...mas também é da nossa natureza aprender - aprender que somos luzes, aprender que existem tempestades, e sobretudo, aprender que somos nós que escolhemos pra onde olhar!
Somos nós que escolhemos pra onde olhar!!!
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Saturday, October 3, 2015
Saturday, August 1, 2015
Medo do Trovão
Medo do Trovão
Medo de tocar os pés no chão
E não encontrar a esperança
que antes batia em meu peito
E não encontrar confiança
pra caminhar do meu jeito
E me perder pela rua
sem encontrar abrigo
E me perder pela vida
sem enxergar teu sorriso
Canção: "Medo do Trovão" (R. J. Gullicci)
Versão "AO VIVO" com Mira Serena
Viste:
www.gullicci.com
Sunday, January 25, 2015
Notas Poéticas: "Campos da destruição" (#7 de 14)
Dos vales que se estendem em meu caminho
Sou a tempestade
Sou a tempestade
A avalanche
A ventania que passa e se perde
Sem que as pessoas percebam
Se ela de fato já foi embora.
Se ela de fato já foi embora.
Monday, December 8, 2014
Invisível
Os olhos da manhã trazem a luz de um novo dia
Invisível aos meus olhos
Invisível como estou
Já não causa tanta dor
Nem tampouco incomoda
Aos olhos dos que acordam e celebram esse dia
Invisíveis são meus olhos
Invisível minha dor
Já não cabe onde estou
Nem tampouco vai embora
A esses olhos que me tocam, me explicam, me devoram
Invisível sigo adiante
Invisível e sem vontade
Já não ouço os que mentem
Nem os que dizem a verdade
Na verdade eu simplesmente
Não me encontro mais aqui!
Thursday, November 27, 2014
Ausente
Tenho andado pra bem longe
Estado ausente de mim mesmo
Vagando por aí
Vagando sem sentido
Vagabundo
Indeciso
Embriagado de meus versos
Inúteis
Inútil
Fútil e impaciente
Delirante
Decadente
Deprimente
Depressivo
Estado ausente e impreciso
Incrédulo
Displicente
Inconseqüente
Sem sentido
Sem fôlego
Sem amigos
Com a mente à deriva
Descontrolada
Alma perdida
Machucada
Envenenada
Contundente
Estado ausente de verdade
De vontade
Imprudente
Enfrentando a tempestade
Em mar aberto
Mar adentro
Esquecido
Maltratado
Estado ausente de mim mesmo
E ausente de mim mesmo
Tenho andado pra bem longe
Inconstante
E dividido
Fugitivo
Sem destino
Sem ter feito o bastante
Sem ser bravo o suficiente
E sem ver muito mais adiante
A cada instante
Mais ausente
mais ferido
e mais distante!
Estado ausente de mim mesmo
Vagando por aí
Vagando sem sentido
Vagabundo
Indeciso
Embriagado de meus versos
Inúteis
Inútil
Fútil e impaciente
Delirante
Decadente
Deprimente
Depressivo
Estado ausente e impreciso
Incrédulo
Displicente
Inconseqüente
Sem sentido
Sem fôlego
Sem amigos
Com a mente à deriva
Descontrolada
Alma perdida
Machucada
Envenenada
Contundente
Estado ausente de verdade
De vontade
Imprudente
Enfrentando a tempestade
Em mar aberto
Mar adentro
Esquecido
Maltratado
Estado ausente de mim mesmo
E ausente de mim mesmo
Tenho andado pra bem longe
Inconstante
E dividido
Fugitivo
Sem destino
Sem ter feito o bastante
Sem ser bravo o suficiente
E sem ver muito mais adiante
A cada instante
Mais ausente
mais ferido
e mais distante!
Monday, November 10, 2014
Tristeza
Guardo a tristeza escondida em minhas mãos
Longe da alegria que tenho no coração
Ela inventa cores
Vestidas de dores
E desenham no mundo imagens
que nem todos podem ver
Vivo a tempestade sem ter medo do trovão
Inundo a alma, sigo o vento
Reinvento uma canção
Observo as flores e as deixo livres
Para que cresçam em meu jardim!
E com as mãos onde escondo a tristeza
Recolho as sementes
E as lanço ao ar
Palavras e sentimentos
Que talvez, ao sabor dos ventos
Encontrem um coração
Onde poderão se transformar
Novos caminhos, novas flores
Da tristeza que cresce em mim
Novas alegrias muito além dos meus jardins
E isso faz tudo fazer sentido!
Longe da alegria que tenho no coração
Ela inventa cores
Vestidas de dores
E desenham no mundo imagens
que nem todos podem ver
Vivo a tempestade sem ter medo do trovão
Inundo a alma, sigo o vento
Reinvento uma canção
Observo as flores e as deixo livres
Para que cresçam em meu jardim!
E com as mãos onde escondo a tristeza
Recolho as sementes
E as lanço ao ar
Palavras e sentimentos
Que talvez, ao sabor dos ventos
Encontrem um coração
Onde poderão se transformar
Novos caminhos, novas flores
Da tristeza que cresce em mim
Novas alegrias muito além dos meus jardins
E isso faz tudo fazer sentido!
Wednesday, October 22, 2014
Monday, September 29, 2014
Os dias de teu silêncio
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
o céu estava um pouco menos azul
os dias um pouco mais longos
o universo um pouco mais infinito
e os teus olhos um pouco mais profundos
- de uma profundidade serena em quietude e simplicidade.
Nesses dias a respiração era um pouco mais lenta
a ausência mais barulhenta
meus olhos mais abertos
minhas mãos mais inquietas.
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
eu falava mais...
...muito mais com muito mais gente
Eu falava com o sol pra aquecesse tua pele!
Falava com o vento pra acariciar os teus cabelos!
Falava com as flores pra que trouxessem mais cores pro teu dia.
Falava com as palavras pra que te trouxessem poesia
E sobretudo
Falava com os sonhos pra que encontrassem teu silêncio
E o tirassem pra dançar e rodopiar e sorrir...
...e dançar!
Eu não estava lá!
Mas em meu lugar mandei o dia esperar pelas janelas...
...contemplar esse silêncio...
...e te fazer companhia...
...naqueles dias em que vivíamos os dias de teu silêncio!!
o céu estava um pouco menos azul
os dias um pouco mais longos
o universo um pouco mais infinito
e os teus olhos um pouco mais profundos
- de uma profundidade serena em quietude e simplicidade.
Nesses dias a respiração era um pouco mais lenta
a ausência mais barulhenta
meus olhos mais abertos
minhas mãos mais inquietas.
Nos dias em que vivíamos os dias de teu silêncio
eu falava mais...
...muito mais com muito mais gente
Eu falava com o sol pra aquecesse tua pele!
Falava com o vento pra acariciar os teus cabelos!
Falava com as flores pra que trouxessem mais cores pro teu dia.
Falava com as palavras pra que te trouxessem poesia
E sobretudo
Falava com os sonhos pra que encontrassem teu silêncio
E o tirassem pra dançar e rodopiar e sorrir...
...e dançar!
Eu não estava lá!
Mas em meu lugar mandei o dia esperar pelas janelas...
...contemplar esse silêncio...
...e te fazer companhia...
...naqueles dias em que vivíamos os dias de teu silêncio!!
Tuesday, September 23, 2014
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