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Saturday, October 3, 2015

Somos Luzes

Somos luzes!
Iluminamos o que olhamos! 

Tem gente que olha pra fora, tem gente que olha pra dentro,
tem gente que olha pros outros, tem gente que só olha pra si mesmo!
E nessa história de olhares a gente vai vivendo por entre os dias de sol e as noites sem lua, se equilibrando entre encontros e desencontros tentando manter acesa a nossa pequena luz própria. 
Mas às vezes ela se apaga.
Em meio à violência das tempestades que por vezes nos surpreendem, buscamos o último sopro de energia pra guardar uma faísca de luz pra recomeçar quando o sol do amanhã aparecer, mas os ventos, os trovões e o peso das nuvens levam tudo, não nos deixando nem luz e nem tampouco esperança. E quando pequenos e invisíveis olhamos em nossa volta e vemos outras luzes passando quase sempre olhando pra dentro, quase sempre olhando pra si mesmos enquanto a tempestade só aumenta - nesse momento é quando deixamos de existir! ...

... 

...mas às vezes, só às vezes, antes de deixarmos de existir, passam ao nosso lado luzes olhando pra fora, e sobretudo, luzes que olham pros outros pois é da sua natureza fazerem isso. E ao fazerem isso, nos emprestam um pouco da luz que já não temos pra nos mostrar o caminho. Às vezes estamos de joelhos e nesse caso, essas luzes diminuem o passo pra que possamos segui-las. Às vezes estamos completamente por terra imóveis, e nesse caso essas luzes nos tomam em seus braços até encontrarmos um lugar seguro! ... 

...Somos luzes...

...e assim segue a vida!

É da nossa natureza olharmos pra dentro ou pra fora, pros outros ou pra nós mesmos... ...mas também é da nossa natureza aprender - aprender que somos luzes, aprender que existem tempestades, e sobretudo, aprender que somos nós que escolhemos pra onde olhar!

Somos nós que escolhemos pra onde olhar!!!




Wednesday, July 22, 2015

Escolhas

Diante do abismo é possível
cair
voar
voltar atrás
ou ficar ali parado esperando...

...ou ainda
caminhar sobre o contorno do precipício
até não ser mais possível fazer
nem uma coisa
nem outra.






Tuesday, October 28, 2014

Fragmentos

"...me lancei ao precipício sob os olhares de velório... ...mas foi o que o meu coração mandou. E com o tempo, a batida forte de meu coração amedrontado foi substituída pela sensação maravilhosa do vento batendo em meu rosto, esvoaçando meus cabelos... ...estava voando em plena queda-livre. De repente a batida forte retoma o meu corpo - o mar antes distante, agora era inevitável. E então, o impacto... ...que foi bem longe de ser o fim: a imensidão do ar se transformou em imensidão de mar. Eu sentia a dor, mas a eternidade daqueles segundos me levaram muito além do que eu poderia ter imaginado!

Muito, muito além!!!" 

(fragmentos tirados... ...do bolso esquerdo)

Thursday, September 11, 2014

Sentimentos desconexos

Tem sido difícil... ...viver!
Mas o problema não é a vida: sou eu.
Eu sei disso, e não é fácil viver com isso... ...e não é fácil saber disso.
Não é fácil saber o que fazer - ter certeza do que fazer - e saber que o mundo é o espaço de uma pessoa só - e que esse mundo não muda... ... não muda!

Conheci alguém. Um outro alguém que já foi embora.
Um outro mundo de coisas lindas
Lindas paisagens compostas pela desilusão e o cansaço e a solidão.

O desespero é a queda
A redenção é a morte

As lágrimas, a saudade e a solidão não morrem
Elas estarão sempre por perto!

A felicidade é uma breve paisagem à esquerda da estrada
É simples, clara e gentil
Mora no universo do sorriso de uma criança!

Sentimentos desconexos acompanham meus passos
Sou hoje uma criança sem sorriso

Da janela dos olhos eu vejo o sol entre nuvens carregadas de medo, dores mortas e pecados
Da janela da vida vejo um grande espaço vazio, onde cair e voar são apenas pontos de vista. 

Hoje o ar está calmo
E eu só não queria estar sozinho.




(14 de dezembro de 2010)
(11 de setembro de 2014)

Wednesday, September 10, 2014

Monday, October 21, 2013

O Anjo e o Abismo

Por vezes durante a caminhada, os pés doem, e o corpo se curva...

À beira do abismo, onde se tem uma paisagem única,
o Passageiro vê alguém que se desespera.
É um anjo que está muito próximo do abismo...
...próximo demais para que possa voltar,
E ao mesmo tempo, desprovido de coragem para dar o passo adiante.

O Passageiro - por não ter medo e conhecer outras línguas
se aproxima, senta-se ao lado das lágrimas que caem
e encara com um sorriso, aquele que está perdido.

Uns tantos 'silêncios' mais tarde,
e um pouco mais confortado pela presença de um sorriso,
o Anjo senta-se ao lado do Passageiro e compartilha seus sentimentos.
Diz que perdera tudo o que conhecia, o que acreditava...
Sentia-se vazio e sozinho diante da imensidão do precipício...
...e sem qualquer apoio ou amparo diante da queda eminente!

O Passageiro após escutá-lo, confirma a visão do anjo:


“-Não existe de fato, porto seguro ou abraço seguro que possa nos acolher diante da vida!”

O medo e a insegurança voltam aos olhos do anjo
com um leve traço de ira por não ter ouvido aquilo que esperava...
                   ...aquilo que gostaria!

Com um afago no olhar e um sorriso de compreensão,
o Passageiro se despede, 
                                 se levanta,
                                                e cuidadosamente
desvia seus passos das asas do anjo


- o maior e mais lindo par de asas
que tinha visto na vida!

E então, segue seu caminho!

O Passageiro não tem asas!

Por vezes durante a caminhada, os pés doem, e o corpo se curva. E diante disso, existem aqueles que não enxergam,


e não acreditam naquilo que têm!